Exportação de mamão do ES para os Estados Unidos será facilitada

Acordo permite que técnicos de associação de exportadores façam inspeção no produto

Um acordo firmado entre autoridades brasileiras e norte-americanas promete facilitar a exportação de mamão para os Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex) - entidade sediada em Linhares -, a venda da fruta vai ganhar eficiência devido a mudanças nas regras de inspeção, o que também vai tornar o produto capixaba mais competitivo.
Foram anos de negociação, que culminaram com a assinatura do novo Plano de Trabalho Operacional para o programa de Exportação de Mamão do Brasil para os Estados Unidos. Além da Brapex, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também estiveram envolvidos na atualização das normas. Dados do setor mostram que o Espírito Santo exporta em média 12 mil toneladas de mamão por ano, sendo que 25% desse total vai para os Estados Unidos. “Com as mudanças, vamos ter melhor aproveitamento operacional nas empresas e nas lavouras. Também vamos ganhar agilidade nos processo”, explica o diretor executivo da Brapex, Franco Fiorot.
Franco faz questão de destacar que o mérito do acordo é principalmente dos produtores, que têm apostado na adoção de práticas de produção adequadas e no cumprimento de todas as normas estabelecidas pelos agentes de controle. “Produtores, empresas exportadoras e técnicos do setor conseguiram atingir um patamar elevado de profissionalismo”, afirma.
Inspeção
A principal alteração possibilitada pelo novo plano diz respeito à inspeção. A partir de agora, a Brapex vai poder habilitar seus técnicos para a realizar a inspeção e as etapas de higienização e embalagem da fruta. Os técnicos serão auditados pelos fiscais do Ministério da Agricultura, que, até então, eram os responsáveis por fazer todo o processo de inspeção. “Com o baixo quantitativo de fiscais federais, o plano anterior dificultava muito o processo e gerava entraves nas empresas”, destaca Fiorot.
Na avaliação dele, o novo acordo também é importante para não comprometer a competitividade das empresas e produtores. “Acreditamos que a medida vai possibilitar até mesmo o crescimento nas vendas”, aposta Fiorot, que diz ainda que toda a cadeia produtiva sai ganhando. “A exportações são importantes do ponto de vista econômico e social. Garantindo condições de acessar mercados mais remuneradores, os produtores têm mais oportunidade de negócios com valor agregado”, pontua.
Quanto ao temor de que a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos pode afetar as exportações brasileiras para a maior potência econômica mundial, Franco diz que, a princípio, não há nenhum sinal de que isso vá acontecer.
Mamão brasileiro no exterior
Cenário
Nacional. O Brasil destaca-se como o segundo maior produtor mundial de mamão, logo após à Índia. A fruta é cultivada praticamente em todo o país, mas é nas regiões Sudeste e Nordeste que se encontram instalados os principais polos de produção da fruta, sendo a Bahia e o Espírito Santo, e mais recentemente Rio Grande do Norte e Minas Gerais, os mais importantes.
Impacto
O mamão está entre as sete primeiras frutas da pauta de exportação do Brasil, com média de US$ 47,1 milhões e 33,7 mil toneladas/ano.
Entraves
Entretanto, menos de 2% do mamão brasileiro é exportado, devido principalmente ao mercado internacional ser altamente competitivo, cada vez mais exigente em produtos de qualidade e restritivo em relação a problemas fitossanitários
Produção
No Estado. A produção estadual de mamão é de 400 mil toneladas por ano, concentrada principalmente no Norte do Espírito Santo
Exportação. Desse total, 12 mil toneladas são vendidas para o exterior, dos quais 25% vão para os EUA.
Acordo
Benefícios. Com a mudança na inspeção, haverá um melhor aproveitamento operacional nas empresas e nas lavouras. O setor também espera mais agilidade nos processos, podendo haver melhores condições para aumentar a quantidade exportada. Além disso, toda a cadeia ganha, segundo a Brapex, porque as exportações são importantes do ponto de vista econômico e social, garantindo condições de acesso a mercados mais remuneradores
Responsáveis. A atualização das normas para exportação de mamão brasileiro para o mercado norte-americano se deu por intermédio da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (BRAPEX), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Mudanças
Fiscalização. A principal alteração possibilitada pelo novo plano diz respeito ao procedimento de inspeção. A partir de agora, técnicos habilitados pela Brapex vão realizar os procedimentos necessários de inspeção e das etapas de higienização e de embalagem da fruta. Eles serão auditados pelos fiscais do Ministério da Agricultura, que, até então, faziam toda inspeção.
 
Gazeta Online

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

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